Estudo market share de bancos: como a descentralização e a digitalização impactam bancos tradicionais


Em 3 anos, instituições bancárias tradicionais têm queda de 39% em transferências feitas no Brasil.

A consolidação dos meios de pagamentos digitais no Brasil já é uma realidade. As novas soluções ajudam a democratizar o acesso aos serviços bancários e revolucionam a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. Com isso, já interferem no market share de bancos tradicionais ganhando boa parte do mercado antes dominado apenas pelas grandes instituições bancárias.


Neste contexto, as fintechs foram beneficiadas. Em 2020, de acordo com o Inside Fintech, da Distrito, Meios de Pagamento foi a terceira categoria que mais recebeu investimentos dentro do setor de fintechs, captando US $251 milhões ao todo. De 2019 para 2020, a variação no valor investido nessas startups foi de 2612,01%.

O ecossistema de fintechs no país está amadurecendo. Segundo relatório anual Fintech Deep Dive, publicado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) em conjunto com a consultoria PwC, quase metade das fintechs do país aumentaram a receita em mais de 100% ao longo de 2019, comparado ao ano anterior. Hoje, 58% das startups faturam mais do que R$ 350 mil anuais — em 2020, esta proporção não chegava aos 50%. 


Esse crescimento, que vem sendo apresentado nos últimos anos, é consequência das diversas lacunas que as instituições, especialmente as de grande porte, não conseguem cobrir devido à falta de agilidade nos serviços.

Como as soluções fornecidas pelas fintechs são majoritariamente digitais, isso torna os negócios escaláveis, permitindo que ofereçam funcionalidades cada dia mais abrangentes aos clientes.


Em contrapartida ao avanço das fintechs e dos bancos digitais — instituições financeiras que funcionam de forma online, em que tudo o que o cliente precisa pode ser feito virtualmente, incluindo a abertura de contas —, o market share de bancos tradicionais em relação às transferências online vêm diminuindo e seus serviços caros e burocráticos estão com os dias contados.

Estudo aponta o encolhimento do market share de bancos tradicionais nas transferências online

Um levantamento realizado pela Transfeera, fintech de processamento e gestão de pagamentos, comprova que os bancos tradicionais têm perdido espaço frente aos bancos digitais. 


Até dezembro de 2017, 99% dos pagamentos realizados por meio da solução de automação de pagamentos da Transfeera, se concentravam nos cinco maiores bancos brasileiros: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa — 1% era representado por demandas do Sicoob.

Já em dezembro de 2020, 61% dos pagamentos tinham como destino os cinco maiores bancos — uma queda de 39% em três anos. A queda dos bancos tradicionais é um contraponto ao crescimento da Nubank, que em Dezembro de 2020 representou 15% de destino do total de pagamentos realizados pela Transfeera.


O estudo analisou um montante de 3.200.775 transferências bancárias, realizadas entre abril de 2017 e dezembro de 2020. Do total, 2.339.374 (73%) foram para pessoas físicas e 861.194 (27%) para jurídicas.

01

Bancos tradicionais perdem mercado

Fonte: Transfeera.

02

Histórico de transferências mensais de 2018 a 2020

Fonte: Transfeera.

Quer saber mais informações sobre o impacto das fintechs e bancos digitais na diminuição do market share de bancos tradicionais nas transferências online?

Acesse o estudo completo e veja também:


• Transferências para pessoas físicas: Nubank expande, Banco do Brasil perde 23% em três anos


• Transferências para pessoas jurídicas: Caixa perde espaço, Banco Inter acelera

Continuar a leitura

Acesse gratuitamente

Para continuar a leitura deste conteúdo, preencha os campos abaixo:

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade.

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.